Registro fotográfico de obra: como a fotografia pode ser aliada na construção civil?

 

O gestor de construção civil já conhece os benefícios que os recursos tecnológicos dos aplicativos oferecem para o planejamento das construções, mas poucos são tão eficientes quanto o registro fotográfico de obra. As fotografias permitem controlar aspectos diversos relacionados ao trabalho como qualidade do serviço prestado por seus funcionários e pelas empresas terceirizadas, segurança no canteiro de obras, como uso adequado dos EPIs (equipamentos de proteção individual) e disposição dos EPCs (equipamentos de proteção coletiva) no ambiente, cumprimento das normas trabalhistas e progresso diário verificado na construção.

Veja abaixo algumas dicas para você usar esse valioso recurso.

Mostre o avanço do trabalho

Monte um álbum de fotografias tiradas exatamente do mesmo local e de forma periódica (diariamente, a cada dois dias ou semanalmente). Cada uma delas deve ser datada e conter uma breve descrição do esforço empreendido. Como mencionamos, tente registrar o mesmo ângulo da imagem nas fotografias com o objetivo de mostrar o avanço do trabalho realizado por sua equipe.

Registre situações que fujam da normalidade

A exceção aparece constantemente nos projetos de construção civil. Para que sua equipe atue com rapidez diante dos imprevistos

Envolva seus profissionais

Como mencionado no tópico anterior, ao destacar uma fotografia no grupo, você inicia uma discussão que pode ser extremamente produtiva. Trata-se de uma forma inclusive de aproximar profissionais, como o arquiteto e o engenheiro de obras, que ficam normalmente distantes do canteiro de obras. Na economia colaborativa, tão comentada nos dias de hoje, não há nada mais importante do que a geração de conhecimento pela companhia. A Obra 3D auxilia o processo ao envolver os diversos profissionais que atuam em uma empresa de construção civil.

Fique atento aos detalhes

Ao analisar as fotografias, verifique minuciosamente as condições de segurança e saúde. Ainda que sua empresa cumpra todas elas, existe a possibilidade de você perceber um funcionário ignorando seu EPI ou detectar alguma falha no EPC, como, por exemplo, a falta de rede de proteção isolando o poço do elevador. Esses detalhes podem não ser percebidos pelo olho humano nas visitas técnicas, situação que não ocorre com as onipresentes câmeras dos dispositivos eletrônicos (celulares e tablets). Ao perceber tais falhas de segurança, não hesite em informar rapidamente o técnico de segurança da obra para que as medidas necessárias sejam tomadas.

Use as fotografias para treinar seus funcionários

Algumas construtoras têm o hábito muito positivo de usar as fotografias das obras para treinar seus colaboradores. O objetivo é evidenciar quais são as melhores práticas de trabalho e aquelas que devem ser evitadas a fim de tornar o dia a dia muito mais produtivo.

Utilize as fotos em apresentações de marketing

O material visual pode ser também usado para impressionar potenciais clientes. Já pensou em selecionar os melhores registros fotográficos de obra para empregá-los em uma apresentação de marketing ou vendas? Esteja certo de que as chances de novos negócios aumentarão sensivelmente.

Publique o conteúdo nas redes sociais

Existe ainda a possibilidade de usar os recursos visuais nas redes sociais caso sua empresa possua uma estratégia de comunicação, preocupação elementar nos dias de hoje como já comentamos em nosso blog. Nesse caso, nosso conselho é que o gestor de construção civil registre as fotografias no fim da obra para mostrar o resultado do trabalho. Caso faça sentido em sua estratégia de marketing, o Facebook é a rede social ideal para que você esteja em contato com o consumidor final.

A Obra 3D

Ajuda construtoras a vender e registrar seu empreendimento através de acompanhamento de obras com drone com fotos de alta qualidade.

Fonte: https://constructapp.io/pt/registro-fotografico-de-obra/

Novidades da construção civil: tendências 2019

O canteiro tecnológico e automatizado é a maior aposta dentro das tendências da Construção Civil para 2019

As construtoras e incorporadoras pedem cada vez mais processos ágeis, limpos e funcionais e o mercado atual da construção civil está se voltando cada vez mais para a necessidade de inovação e implementação de novas tecnologias tanto no desenvolvimento de um projeto tanto no canteiro de obras, utilizando-se assim de vários processos tecnológicos para facilitar esse desenvolvimento do setor dentro de em uma escala nacional.

O canteiro tecnológico e automatizado é a maior aposta dentro da Construção Civil para 2019, pois reúne diversas tecnologias como o BIM, realidade aumentada, impressão 3D e Realidade aumentada com o objetivo de obter melhores resultados na entrega final de um projeto. Confira abaixo algumas inovações que estão revolucionando a Construção Civil:

BIM

O BIM (ou Building Information Modeling, do inglês) é uma tecnologia com base de dados 3D relacionada ao desenvolvimento de modelos virtuais para a construção e que reúne informações de diversos softwares em um lugar só permitindo não só a coleta de dados, mas também a visualização e entendimento de vários aspectos de um projeto através de desenhos e objetos em 3D.

DRONES

Os drones são veículos aéreos não tripulados (VANTs) que têm sido cada vez mais utilizados na construção civil para realizar atividades como, por exemplo, medição de temperatura e a avaliação de terrenos para detectar possíveis deficiências no solo entre outras adversidades. Além disso, permite com facilidade o acesso a regiões com grandes altitudes, penhascos ou regiões de difícil acesso e também facilitam a visualização do andamento da obra como um todo. A Obra 3D é uma ferramenta que retrata a construção de forma tridimensional. O serviço permite ver o que acontece na obra periodicamente, através de equipamentos de alta precisão e drones.

IMPRESSÃO 3D

A impressão 3D surgiu na década de 80 e está em amplo desenvolvimento e começa, aos poucos, a ser inserida no universo da Construção Civil principalmente para ilustrar e facilitar a visualização de projetos de empreendimentos através de maquetes tridimensionais.

É o processo pelo qual um objeto é criado a partir de uma máquina para criar objetos sólidos tridimensionais a partir de um modelo digital e pode ser implementada nas mais variadas finalidades e projetos.

REALIDADE AUMENTADA

A realidade aumentada também é a grande aposta para os próximos anos e pretende inovar a forma como construtoras e incorporadoras apresentam seus empreendimentos aproximando o consumidor final do desenvolvimento de um projeto desde a planta até a entrega.

Com utilização de óculos especiais a pessoa pode visualizar, por exemplo, um imóvel já com o acabamento pronto quando ele ainda está em suas fases iniciais. O objetivo aqui é possibilitar novas experiências ao consumidor final o que irá refletir também nas vendas.

INTERNET DAS COISAS

O termo que deriva do inglês: Internet of Things — IoT pode ser utilizada em diversos dispositivos conectados entre si e armazenados “na nuvem” para reduzir custos e otimizar processos dentro de um projeto na construção civil.

Os temas foram abordados durante o Construsummit, evento que ocorreu entre os dias 28 e 29 de novembro e reuniu engenheiros, arquitetos, profissionais da construção, startups e profissionais renomados da área para discutir as mais novas tecnologias e inovações no mundo da construção civil e novidades do setor que é responsável por 4,5% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro ou cerca de R$ 300 milhões por ano no Brasil, além das tendências para 2019.

Fonte: Mapa da Obra

 

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Índice de Confiança da Construção

Índice de Confiança da Construção sobe 1,5 ponto em outubro

Índice de Confiança da Construção (ICST), da Fundação Getulio Vargas, subiu 1,5 ponto em outubro, ao passar de 80,3 para 81,8 pontos. Em médias móveis trimestrais, o índice se mantém estável.

“O distanciamento dos dias conturbados de maio e a proximidade de mudança no cenário político parecem estar contribuindo para a recuperação da confiança do empresário da construção. Houve uma redução do pessimismo em grande parte dos segmentos setoriais, associada às expectativas de demanda para os próximos meses. A carteira de contratos das empresas cresceu, recuperando o patamar de 2015, o que deve sustentar a melhora da atividade nos próximos meses”, observou Ana Maria Castelo, Coordenadora de Projetos da Construção da FGV IBRE.

Em outubro, a alta do ICST foi influenciada tanto pela melhora da situação atual quanto das expectativas para os próximos meses. O Índice de Situação Atual (ISA-CST) subiu 0,6 ponto, atingindo 73 pontos, o maior nível desde junho de 2015 (74,2 pontos). A maior contribuição para o resultado favorável no mês veio da percepção de melhora dos empresários sobre a situação atual da carteira de contratos, cujo indicador aumentou 0,9 ponto, ao passar de 70,8 para 71,7 pontos, o maior nível desde junho de 2015 (73,9 pontos).

O Índice de Expectativas (IE-CST) avançou 2,3 pontos, subindo para 91,0 pontos, retornando ao nível de julho desse ano. Os dois quesitos que compõem o IE-CST apresentaram evolução positiva, com destaque para o indicador que mede demanda prevista para próximos três meses, que subiu 2,9 pontos para 92,7 pontos, retornando ao patamar próximo ao período pré-crise.

O Nível de Utilização da Capacidade (NUCI) do setor caiu 0,4 ponto percentual, para 66,0%. Os indicadores desagregados dos Nucis para Mão de Obra e Máquinas e Equipamentos também tiveram variações negativas, -0,4 e -0,5 ponto percentual, respectivamente.

Fatores Limitativos à melhora dos negócios

Entre os fatores que estão limitando a melhora do ambiente de negócios, demanda insuficiente é citada por 51,5% das empresas do setor e listada como o principal problema desde agosto de 2014.

Neste quesito, são listadas dez opções de fatores limitativos. No entanto, é reservado um espaço de respostas livres para que os empresários descrevam “outros” problemas não listados anteriormente. Esse grupo foi assumindo maior relevância nos últimos anos, alcançando 24,4% das assinalações em outubro.

O Cenário Econômico é apontado por 51,8% dos empresários, sendo seguido por Incerteza Política e Carência de Investimento, com 26,2% e 7,1%, respectivamente. “O baixo crescimento da economia é o aspecto que mais se sobressai e impede um ritmo de recuperação mais forte para os investimentos na construção”, comentou Ana.

Fonte: https://www.aecweb.com.br/cont/n/indice-de-confianca-da-construcao-cresce-15-ponto-em-outubro_18092

 

O que é o soft clash e clashdetection no modelo BIM?

O Building Information Modeling (BIM), ou Modelo de Informação da Construção, não é apenas um software, mas um conjunto de processos que utiliza tecnologias que criam um modelo de informação do edifício. Segundo especialistas, é instrumento necessário à mudança de cultura no setor. O BIM otimiza o desenvolvimento e transmissão de informações integrando projeto, construção e operação/manutenção de uma edificação durante todo seu ciclo de vida. Os softwares BIM localizam automaticamente as interferências entre os objetos que compõem um modelo.

Esta funcionalidade é conhecida como ‘clashdetection’. Além da localização automática, algumas soluções também classificam as interferências como leves, moderadas ou críticas. A interferência entre duas tubulações de pequeno diâmetro é considerada “leve“, ou de fácil solução, pois envolveria a mera utilização de conexões padronizadas. Já a interferência de uma tubulação de grande diâmetro com um componente estrutural, seria considerada como crítica, pois deverão envolver revisão de projetos.

Algumas soluções BIM são capazes ainda de identificaras chamadas ‘interferências funcionais’ (ou ‘soft clash’). Por exemplo, quando no projeto de uma sala de reuniões com recursos multimídia um projetor para apresentações, fixado no teto, é posicionado atrás de uma luminária externa, localizada entre ele e a tela de projeção. Apesar dos dois equipamentos não ocuparemo mesmo lugar no espaço, trata-se de uma interferência que impediria o funcionamento adequado do sistema.Algumas soluções BIM admitem a programação e inserção de ‘regras de verificação’ que podem, por exemplo, verificar a consistência da rota de acesso de deficientes físicos às edificações (ou a parte delas); ou ainda, de exigências específicas, feitas, por exemplo,pelos códigos sanitários ou de uso e ocupação do solo.

 

Qual o tipo de cimento para sua obra? Conheça todos os tipos de cimento abaixo.

O cimento mais utilizado e que mais conhecemos é o Cimento Portland, foi descoberto apenas em 1824 por Joseph Aspdin, que resolveu queimar umas pedras calcárias com argila, pode ser considerada uma descoberta recente e que revolucionou a construção civil.  O nome Portland vem de uma ilha irrelevante que tem as pedras da cor do cimento. Depois, resolveram fazer outros testes e descobriram que com a mistura de escória siderúrgica (um resíduo na fabricação de aço) e materiais pozolânicos o cimento adquiria outras propriedades interessantes.

Existem no Brasil cerca de cinco tipos básicos de cimento e três especiais. Embora todos sejam indicados para uso geral na construção civil, há diferenças entre eles. “Conhecer bem as características e propriedades, ligadas a cada tipo, ajuda a aproveitá-las da melhor forma possível na aplicação que se tem em vista”, afirma Arnaldo Forti Battagin, gerente do laboratório da Associação Brasileira do Cimento Portland (ABCP).

COMPONENTES DO CIMENTO PORTLAND :

  • Clínquer: O clínquer tem como matérias-primas o calcário e a argila moídos. A mistura passa por um forno e o calor transforma essa mistura em clínquer.
  • Gesso: O gesso tem como função básica controlar o tempo de pega, sem ele a pega seria quase imediata.
  • Adições: As adições tem como função principal reduzir o consumo de clínquer,conservando as propriedades do cimento, e consequentemente reduzir o consumo de energia em sua fabricação. Portanto, partimos do entendimento de que todos os cimentos com adições podem ser utilizados em situações comunsAs principais adições são escórias granuladas de alto-forno, materiais pozolânicos e materiais carbonáticos.

 

TIPOS DE CIMENTO PORTLAND :

  • CP I – Cimento comum
    • CP I-S – Cimento comum com adição
  • CP II – Cimento composto
    • CP II-E – Cimento composto com escória
    • CP II-Z – Cimento composto com pozolana
    • CP II-F – Cimento composto com fíler
  • CP III – Cimento de alto forno
  • CP IV – Cimento pozolânico
  • CP V-ARI – Cimento de alta resistência inicial
  • CP I – É o nosso cimento mais comum, ele é o cimento “original”, sem adições. Não possui nenhum tipo de aditivo, apenas o gesso que tem a função de retardar o início de pega do cimento para possibilitar mais tempo na aplicação.CP II – Assim conhecido porque tem a adição de outros materiais na sua mistura, que conferem a este cimento um menor calor de hidratação, ou seja, ele libera menos calor quando entra em contato com a água (representam cerca de 75% da produção industrial no Brasil)
    • CP II-E – A adição de escória de alto forno faz com que o cimento libere menor calor na hidratação.  Ao liberar o calor mais lentamente, reduz a probabilidade de ocorrência de fissuras e trincas no processo de cura.
    • CP II-Z – A adição de materiais pozolânicos faz com que o cimento tenha menor permeabilidade, tornando-o útil para obras subterrâneas e com presença de água.
    • CP II-F – Cimento com adição de material carbonático – fíler. Portanto é um cimento muito utilizado para preparo de argamassas, estruturas de concreto armado ou qualquer outra estrutura que não esteja em um ambiente muito agressivo, principalmente com presença de sulfatos.

    CP III – O cimento de alto forno possui muito mais escória do que seu irmão mais simples, o CP II-E. Portanto, o calor liberado na hidratação é ainda mais lento, apresenta baixa permeabilidade e alta durabilidade. É utilizado para obras grandes, que possuem peças enormes, como barragens, estradas, tubos para transporte de líquidos agressivos, etc.

    CP IV –Tem sua composição de 35% a 70% de escória de alto-forno. Apresenta maior impermeabilidade e durabilidade muito utilizado em obras com ação de água corrente e ambientes agressivos. À longo prazo, o concreto com CP IV apresenta resistência maior do que o concreto feito com cimento comum.

    CP V – ARI – O cimento ARI (alta resistência inicial) não possui aditivos. Porém, seu clínquer possui dosagem diferenciada. Esse tipo de cimento pode atingir até 26 MPa com 1 dia de cura! É indicado para obras que necessitam de desforma rápida.

    Tipo de Cimento Adições Sigla Norma
    Cimento Portland Comum Escória, pozolana ou fíler (até 5%) CP I-S 32
    CP I-S 40
    5732
    Cimento Portland Composto Escória (6-34%) CP II-E 32
    CP II-E 40
    11578
    Pozolana (6-14%) CP II-Z 32
    Fíler (6-10%) CP II-F 32
    CP II-F 40
    Cimento Portland de Alto-Forno Escória (35-70%) CP III 32
    CP III 40
    5735
    Cimento Portland Pozolânico Pozolana (15-50%) CP IV 32 5736
    Cimento Portland de Alta Resistência Inicial Materiais carbonáticos (até 5%) CP V-ARI 5733
    Cimento Portland Resistente aos Sulfatos Estes cimentos são designados pela sigla RS. Ex.: CP III-40 RS, CP V-ARI RS 5737

    Fonte: http://www.abcp.org.br/cms/perguntas-frequentes/quais-sao-os-tipos-de-cimento-portland/

  • DICAS DE ESTOCAGEM DO CIMENTO

    • Estocar em local seco, coberto e fechado, longe de tanques, torneiras e encanamentos.
    • Usar pallets para evitar contato com o piso e facilitar o transporte.
    • Não formar pilhas maiores do que 10 sacos. Excesso de compressão pode endurecer o cimento.
    • Utilizar primeiro o cimento estocado há mais tempo. O cimento, bem estocado, é próprio para uso por três meses.
    • Evite estocá-lo em temperaturas abaixo de 12°C antes do uso. A temperatura baixa pode ocasionar um retardamento do inicio de pega.

Jantar de inauguração Obra 3D